AVISO
*texto cheio de mimimis*

Desde criança “Let it be” esteve em minha casa sendo cantarolado por meu pai num inglês mal falado ou em assovios. Meu pai, que ñ fala inglês, nunca se importou com a letra mas sempre com a melodia das músicas dos Beatles. Cresci ouvindo Hey Jude e Let it Be, dançando Please Mr. Postman com meu pai no centro da sala (um dia coloco os vídeos no youtube) e sempre ouvia que o Paul era o mais legal e o mais bonito porque tinha cara de latino.

Cresci, esqueci dos Beatles, cresci mais um pouco, voltei a ouvir e meu favorito ñ era mais o Paul, e sim o Lennon.
Há mais ou menos 2 anos começaram os boatos de um possível show do MaCa no Morumbi e com o boato veio a empolgação. “Será? Será que ele vem mesmo?! Se vir, ñ posso deixar de ir com meu pai! Um beatle tocando THE BEATLES!”. Falaram que era abril de 2010, mas cancelaram. A empolgação foi por água abaixo.
Até que de repente, do nada, veio o boato e logo depois a confirmação. Era isso mesmo, Sir Paul McCartney em São Paulo em novembro. Lembro de me arrepiar dos pés à cabeça lendo a notícia na internet e ter ligado pro meu irmão pra falar “PQP! Paul McCartney vai vir mesmo e a gente tem e levar o pai!”.
Dia 18/10 eu estava lá no Pacaembu, na fila, por 8h até conseguir os ingressos. Só sobrou arquibancada laranja mas isso já ñ era um problema. O importante era estar lá pra contemplar o momento. Meu irmão ñ foi, ninguém mais foi. Era eu sozinha com 2 ingressos: o meu e do meu pai, claro.

Chegou o grande dia, 21 de novembro de 2010! Acordei com dor de barriga, óbvio.
As mãos ficaram geladas até a hora do show. Não consegui comer direito, nem tive as gordices de querer o salgadinho, o lanche gelado e o suflair de 5,00 do estádio. Não dava, não ia descer.
Meu pai era só felicidade! Foi fazendo amizades com as pessoas em volta, colocou sua faixinha na cabeça e me pedia pra tirar fotos o tempo todo. Me abraçava, me beijava, me agradecia e ainda disse no meu ovuido “Hoje é um dos dias mais felizes da minha vida!”.
Ele com a minha idade viu os Beatles bombar no mundo e imaginava que se ganhasse na loteria ia viajar pra europa só pra ver um show da banda mais legal do mundo. Imaginar que veria um beatle com uma filha era algo impossível, mas aconteceu. E foi lindo!

Sir Manolo e eu

Não sei se o momento mais lindo foi em The Long and Widing Road no qual eu desabei a chorar, ou em Let it Be que cantamos eu e meu pai abraçadinhos, Give Peace a Chance com as bexigas brancas dominando o estádio, ou talvez em Something quando a garganta apertou ao mostrar as fotos de George Harrison no telão. Só sei que foi mágico! Ainda ñ digeri tudo.
Acredito que nenhum outro show vai me fazer sentir do jeito que senti (e ainda estou sentindo). Paul McCartney sabe como tocar 64 mil pessoas ao mesmo tempo. Fazer chorar, rir, cantar e se encantar como o carisma e a fofura dessa lenda do rock. Um verdadeiro show man. Não foi apenas um show musical, foi um show de emoções!
Meu pai disse que foi um dos dias mais felizes da vida dele. Pra mim também foi, sem dúvida.
Mágico. Único. Inesquecível.

Mil vezes obrigada, Sir Paul McCartney!
ps: desculpa, você É SIM o meu favorito!

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Algumas fotos que tirei no show: